Relações Públicas: o elo de equilíbrio numa sociedade dinâmica 2.0

Estamos quase, quase em Junho e o Semestre aproxima-se do fim. Resta-me apenas mais uma semana do segundo ano da licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial.

E que melhor altura para recordar o meu primeiro post aqui no blog ? (Relações Públicas: o elo de equilíbrio numa sociedade dinâmica)

A principal ideia que pretendi passar através do post foi a ideia de que as Relações Públicas são uma forma de interpretar o mundo. Na altura decidi abordar a questão através desta perspetiva: Uma das funções base de um RP é identificar e compreender os acontecimentos e tendências da sociedade, de forma a poder aconselhar estrategicamente os quadros de gestão sobre potênciais problemas ou oportunidades para a organização que surgem desses acontecimentos e tendências.

Assim, a organização terá a capacidade responsiva de se adaptar às transformações constantes da envolvente e responder às necessidades e exigências dos seus stakeholders

E é de facto isto que acontece (ou deve acontecer): o RP é o agente que equilibra as necessidades dos públicos e as necessidades da organização.

Foquei-me na perspetiva estratégica e organizacional. O que quero, ao reavivar este tema, é enfatizar o facto de o RP desempenhar, de certa forma, o papel de investigador e agente social. 

O RP deve possuir um olhar atento sobre o mundo à sua volta: monitorizar a atividade do setor da organização, os concorrentes, a opinião pública e os acontecimentos a nível mundial.  Estar informado sobre os hot topics na agenda dos Orgãos de Comunicação Social permite ao profissional saber o que se pensa, quais as preocupações dos públicos e quais as oportunidades que podem surgir. O propósito disto é compreender o ser humano social. Pode-se afirmar que as Relações Públicas figuram, de alguma forma, a Sociologia.

Logo no inicio da nossa formação somos estimulados a desenvolver as nossas capacidades comunicacionais e criticas, uma mente aberta e um sentido de curiosidade. Este blog é uma refleção clara deste facto: os posts abordam uma grande variedade de temas como pensamentos sobre valores, sobre a Internet e os social media e até reviews de livros que contemplam temas atuais e extremamente preocupantes, como o terrorismo e os conflitos no Médio Oriente.

A área das Relações Públicas é composta por um misto de outras áreas académicas. E estas capacidades que adquirimos, para além de extremamente úteis e necessárias a nível organizacional, são capacidades que caracterizam  agentes da sociedade capazes de consciencializar, intervir e transformar (para não falar da capacidade de tolerar níveis extremos de stress sem colapsar no chão em posição fetal, o que se revela muito útil também, a nível pessoal).

Esta perspetiva é algo subjetiva e algo utópica para alguns.

Mas prova de que as Relações Públicas desempenham um papel de potencial agente na busca de equilíbrio na sociedade é o facto de existir um ramo especializado na intervenção da atividade dos lobbies e das ONG’s (aqui refiro-me aos lobbies que exercem a sua atividade com o propósito de alcançar o bem comum e a equidade social, sem interesses económicos)

Portanto, a capacidade dos RP´s de interpretar o mundo providência o potêncial necessário para encontrar o ponto de equilíbrio numa sociedade dinâmica.

 

 

 

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